Bem Vindo. O Mundo é Seu.




A Biodiversidade

O mundo vivo é constituído por uma enorme variedade de organismos. Os biólogos já identificaram e nomearam cientificamente mais de 1,7 milhões de espécies de seres vivos. Para estudar e compreender tamanha variedade, tornou-se necessário agrupar os organismos de acordo com suas características comuns, isto é, classifica-los.


As categorias taxionômicas

Espécie é a categoria taxionômica básica do sistema de classificação biológica. A espécie pode ser definida como o "conjunto de seres semelhantes, capazes de se cruzar em condições naturais, deixando descendentes férteis". Espécies semelhantes são reunidas em categorias taxionômicas maiores, os gêneros. Gêneros com características semelhantes são agrupados em categorias maiores, as famílias.
Estas, por suas vez, são agrupadas em categorias ainda maiores abrangentes, as ordens. Ordens são reunidas em classes, as classes em filos, os filos em reinos.


Reino - é um grupo de filos.
Filo - é um grupo de classes.
Classe - é um grupo de ordens.
Ordem - é um grupo de famílias.
Família - é um grupo de gêneros.
Gênero - é um grupo de espécies.
Espécie - é um grupo de indivíduos semelhantes e que se reproduzem entre si.



Categorias Reino Filo Classe Ordem Família Gênero Espécie
HomemMetazoa Chordata MamaliaPrimates Hominidae Homo Homo sapiens
ChimpazéMetazoa Chordata MamaliaPrimates Pangidae Pan Pan toglodytes

A nomenclatura binominal

Um dos grandes méritos de Lineu foi associar uma nomenclatura à classificação. O nome científico de um animal ou planta, devia ser composto por duas palavras, a primeira para designar o gênero e a segunda a espécie.
As regras atuais para a denominação científica dos seres vivos foram firmadas, com base na obra de Lineu, em 1898, no I Congresso Internacional de Nomenclatura Científica, em Budapeste.

As principais regras são:

· Todo nome deve ser latino de origem ou, então latinizado. Exemplo: o Trypanosoma cruzi.
· Em obras impressas, todo nome científico deve ser escrito em itálico.
· O primeiro nome indica o gênero e o segundo a espécie (binominal)
· O nome do gênero deve ser escrito com inicial maiúscula.
· O nome da espécie deve ser escrito com inicial minúscula. Por exceção, permite o uso de inicial maiúscula, quando dado em homenagem a pessoa célebre, do próprio país onde a obra é publicada.
· Em seguida ao nome do organismo, pode-se escrever, por extenso ou abreviadamente, o nome do autor que primeiro o descreveu e denominou, sem qualquer pontuação intermediária, seguindo-se depois um vírgula e a data em que o nome foi publicado pela primeira vez.

Exemplo.
Cão: Canis familiaris Lineu, 1758 ou Canis familiaris L., 1758.

Sempre que certo organismo tiver o seu gênero mudado em face de erro explícito na primeira denominação, deve-se escrever o nome do gênero antigo entre parênteses, depois do novo gênero e antes da espécie. Mas também pode-se escrever entre parênteses, após a designação específica, o nome do primeiro autor e a data em que deu o nome, vindo por fim, fora de parênteses, o nome do segundo autor e a data da denominação. Isso mostra que o gênero foi mudado.

Exemplo. Em 1843, o médico Dubini descreveu um dos parasitas agentes da ancilostomose, ao qual denominou Aghylostoma duodenalis. Porém, Crepin emendou esse nome em 1845, incluindo no gênero Ancylostoma. Será correto grafar:
Ancylostoma (Aghylostoma) duodenalis
Ancylostoma duodenalis (Dubini, 1843) Crepin, 1845.

O nome do gênero pode ser escrito isoladamente. Podemos nos referir a um Canis, sem especificar se é lobo ou cão ou qualquer outra espécie do gênero. Já o nome da espécie não deve ser escrito sozinho, uma vez que especifica um grupo dentro de certo gênero. Por exemplo, escrever familiaris, apenas não identificaria um cão, pois existem outros gêneros que possuem espécies cuja denominação é familiaris.
Ex. Canis familiaris (cão) e Canis lupus (lobo)

Exemplos de nomes científicos:
Canis familiaris (cão), Felis cattus (gato), Equus caballus (cavalo), Pirus mallus (maçã), Homo sapiens (homem), Musa paradisiaca (bananeira), Coffea arabica (café) e etc.

Lei da prioridade

Se para um mesmo organismo forem dados nomes diferentes, por autores diversos, prevalece a primeira denominação.
Se para um mesmo organismo forem dados nomes diferentes, por autores diversos, prevalece a primeira denominação.



Os cinco reinos da natureza

A classificação proposta em 1969, o cientista norte-americano R. H. Whittaker reúne os seres vivos em cinco reinos:

Monerta, Protista, Fungi, Animal e VegetaL

Monera - Todos os procariontes (bactérias e cianofíceas)
Protista - Eucariontes unicelulares (protozoários, euglenófitas e algas rudimentares)
Fungi - Eucariontes microscópicos e macroscópicos heterótrofos.
Plantae ou Metaphyta - Eucariontes pluricelulares autótrofos.
Animalia ou Metazoa - Eucariontes pluricelulares heterótrofos.


Filo Chordata (cordados)

Os representantes deste filo representam apenas 5% das espécies de todo reino animal.
Características:

· triblásticos, celomados, simetria bilateral e deuterostomado.
· esqueleto interno
· sistema circulatório fechado e coração ventral.
· presença de notocorda dorsal e fendas branquiais na faringe
· tubo digestivo completo como glândulas anexas.
· reprodução sexuada e dióicos
· tubo nervoso dorsal

A Classificação dos Cordados

01. Sub-filo Hemichordata.
Ex. Balanoglossus gigas (notocorda atípica reduzida a um pequeno segmento)

02. Sub-filo Urochordata ou tunicata ou ascidia
(animais marinhos com notocorda na fase embrionária) Ex. Ascídia

03. Sub-filo Cephalochordata
(animais marinhos semelhantes a um peixe, com notocorda permanente) Ex. Anfioxo

04. Sub-filo Vertebrata
Agnata ou Ciclóstoma
Peixes (Chondrichthyes) e (Osyeichthyes)
Amphibia
Reptilia
Aves
Mammalia



Classe Agnata

Características:
· aquáticos de água doce ou salgada
· boca circular (ciclostomados) e corpo alongado e cilíndrico sem escamas
· ectoparasitas dos peixes
· sem mandíbula, caixa craniana e vértebras cartilaginosas.
· conservam a notocorda paralela a coluna vertebral, por toda vida
Ex. Lampreia e a feiticeira



Classe osteíctes (peixes ósseos)

Características:
· esqueleto ósseo e pecilotérmicos
· representantes ducíolas e marinhos
· presença de bexiga natatória (aumenta de volume absorvendo gases do sangue ou do ar) e linha lateral
· possui opérculo e boca frontal
· respiração branquial com 4 fendas e coração com duas cavidades (só sangue venoso)
· fecundação externa e interna, com desenvolvimento embrionário indireto (alevino)
· principal excreta nitrogenada e amônia
Ex. Tainha, sardinha, bagre, carpa e etc.
· Dipnóico ou pulmonados. Utiliza a bexiga natatória para absorver oxigênio do ar) Ex. pirambóia



Classe condríctes (peixes cartilaginosos)

Características:
· esqueleto cartilaginoso, linha lateral e sem bexiga natatória (hidrostático)
· boca ventral e 5 pares fendas branquiais descobertas e com espiráculo antes da primeira fenda
· fecundação interna e desenvolvimento embrionário direto
· exclusivamente marinho, pecilotérmicos
· principal excreta nitrogenada é a ureia
· coração com duas cavidades
· presença de cloaca (espécie de canal, onde desemborcam as partes finais do sistema digestivo, urinário e reprodutor)
Ex. Tubarão, cação e arraia.


Classe dos anfíbios

Características:
· duas fases de vida: uma aquática outra terrestre
· pele úmida ricamente vascularizada
· na fase adulta tem respiração pulmonar e cutânea e na fase larvária a respiração é branquial
· ovíparos dotados de cloaca
· principal excreta nitrogenada a uréia
· coração com três cavidades, havendo mistura de sangue venoso com arterial
· circulação sangüínea é fechada, dupla(pequena e grande ) e incompleta (mistura)
· pecilotérmicos ou ectotérmicos
Classificação:
Urodela (com cauda). Salamandra
Anura (sem cauda). Sapo
Apoda (sem patas). Cobra - cega


Classe dos répteis

Características:
· rastejam ao se locomover e pele seca
· ovíparos (maioria); alguns ovovivíparos
· corpo com escamas córneas (plastrões) e pulmão parenquimentoso
· pecilotérmicos ou ectotérmicos
· principal excreta nitrogenada e o ácido úrico (pouco solúvel e de baixa toxicidade e eliminado do corpo com perda mínima de água, considerada um adaptação a vida terrestre)
· fecundação interna
· coração com 3 cavidades, com exceção dos crocodilianos, que apresentam 4 cavidades.
· Circulação fechada, dupla e incompleta.
Classificação:
Ofídios (cobras), quelônios (cágado) e crocodilianos (jacaré e crocodilo) Lacertílios (lagarto, lagartixa e camaleões)


Classe das aves

Características:
· corpo coberto de penas e maxilares transformados em bico, desprovidos de dentes
· ossos pneumáticos em contato com os sacos aéreos (bolsas cheias de ar em contato com os pulmões)
· homeotérmicos ou endotérmicos
· principal excreta nitrogenada e o ácido úrico
· fecundação interna e ovíparos com desenvolvimento embrionário direto
· sistema digestivo completo + moela + papo (mecânico) + proventrículo (químico)
· presença de cloaca e ausência de bexiga, possuem rins e ureteres
· traquéia com siringe (auxiliar o canto)
· coração com 4 cavidades (2 átrios e 2 ventrículos), circulação fechada, dupla e completa.
· ratitas (aves que não voam) e carinatas (aves que voam)
· sentido mais desenvolvido e a visão


Classe dos mamíferos

Características:
· vertebrados mais evoluídos
· presença de glândulas mamarias
· corpo coberto total ou parcialmente por pêlos e homeotérmicos
· presença de útero
· dentes diferenciados (incisivos - caninos - pré molares e molares)
· diafragma
· hemácias adultas anucleadas
· pulmões parenquimentosos (coberto pela pleura)
· coração com 4 cavidades (2 átrios e 2 ventrículos) e circulação fechada, dupla e completa.
· fecundação interna, desenvolvimento embrionário direto
· rins e vias urinárias


Classificação: Metatheria (marsupiais). Ex. canguru e gambá (marsúpio)
Eutheria (placentários). Ex. homem (placenta)

Principais ordens:

a) Monotermos. Mamíferos mais primitivos, são ovíparos e apresentam bico. Ex. Équidna e ornitorrinco
b) Carnívoros. Alimentam-se de carnes e possuem dentes fortes. Ex. leão, onça etc.
c) Roedores. Sem dentes caninos, com incisivos bem desenvolvidos. Ex. rato e castor
d) Logomorfos. Têm 4 dentes incivos no maxilar superior e dois no inferior. Ex. coelhos
e) Primatas. Mão preênsil. Ex. Homem e macaco
f) Quirópteros. Membros anteriores transformados em asas. Ex. morcegos
g) Desdentados. Têm dentição incompleta. Alguns sem dentes. Ex. tamanduá
h) Cetáceos. Adaptados a vida aquáticas, com membros anteriores transformados em nadadeiras. Ex. baleia, golfinho e boto. i) Sirênios. São aquáticos e apresentam pêlos. Ex. peixe boi
j) Proboscídeos. Lábio superior e nariz formam a tromba. Ex. elefante
k) Marsupiais. Possuem bolsa no ventre, o marsúpio. Canguru, gambá e cuíca.
l) Ungulados. Possuem cascos na extremidade dos membros. Ex. cavalo e vaca



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