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Doenças

Professor Jarbas C. S. Junior
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Corrimento - Fluxo genital

Mesmo sendo comum a ocorrência de umidade na vagina e nos genitais externos, quando a quantidade aumenta e chega à vulva, extremamente sensível, a mulher tem a sensação de fluxo, ou corrimento, visível pelas manchas em suas roupas íntimas. O fluxo genital se define como o aumento anormal, persistente e objetivamente visível das secreções do aparelho genital feminino.
O fluxo genital ou leucorréia é um dos motivos mais freqüentes de consulta ao médico na prática diária.
Fatores predisponentes
• Diminuição dos níveis dos hormônios sexuais, produzidos pelos ovários (estrogênios e progesterona).
• Alterações anatômicas do aparelho genital.
Doenças de origem metabólica, como a diabete; infecciosas, como as sexualmente transmissíveis; alérgicas.
• Uso de antibióticos de largo espectro, como a amoxicilina (que alteram a flora normal de microorganismos que impedem o crescimento de agentes infectantes).
• Uso de roupa inadequada.
• Higiene precária ou exagerada.
• Modificação do meio vaginal pelo uso de tampões, diafragmas, DIU, etc.

Causas
Existem inúmeros agentes causadores de fluxo genital. Entre os mais freqüentes podemos citar:
Fluxo por tricomonas vaginalis
É um parasito que se localiza no colo do útero, na vagina e na uretra. Produz um fluxo fluido, abundante, espumoso, fétido e esverdeado. Acompanha-se de uma coceira genital intensa que aumenta no período pós-menstrual. Invade o aparelho urinário produzindo dificuldade para urinar, ardor e aumento da freqüência das micções.

Fluxo por Gardenerella vaginalis
Determina um quadro não muito definido denominado vaginose bacteriana por Gardenerella vaginalis, sendo uma causa muito comum de infecções de transmissão sexual. Localiza-se na vagina e produz um fluxo escasso, cinzento, homogêneo e de odor fétido.
Fluxo por candida albicans
É a causa mais comum de micose vaginal. Entre 15% e 65% das mulheres saudáveis são portadoras intestinais e 10% são portadoras vaginais destes agentes. Não somente se localizam a nível genital, mas também no reto e no ânus. Produz um fluxo escasso, cremoso e grosso, com uma coceira intensa.

Tratamento
O tratamento depende do agente causador. No caso das tricomonas, como são adquiridas por contato sexual, o tratamento deve ser do casal para obter-se a cura, utilizando-se o metronidazol como antibiótico.
Para a gardenerella utiliza-se também o metronidazol, com bons resultados, devendo ser evitada a ingestão de álcool durante o tratamento. Para tratar a candida albicans utiliza-se a nistatina em óvulos vaginais ou cápsulas por via oral.


Depressão

Síndrome depressivo “é a tristeza profunda que afeta a totalidade da vida psíquica e física e as relações da pessoa doente, sendo acompanhada em maior ou menor grau por sintomas de inibição, ou angústia, e por diferentes manifestações físicas. Na prática, aproximadamente 40% dos que consultam um serviço de Saúde Mental de um Hospital Geral de forma ambulatória, apresentam um transtorno depressivo, sendo a população feminina a mais afetada.
A depressão é o fator mais importante de risco no suicida: 70% dos suicidas apresentam sintomas depressivos, mas a intensidade dos sintomas não constitui, em si, um fator adicional de risco.

Causas:
A depressão é um dos típicos transtornos nos quais há uma "personalidade com predisposição", sendo destacada a tendência obsessiva pela ordem. São pessoas sóbrias, razoáveis, formais e com sentido do dever, escrupulosos moralmente, com tendência a culpar-se, etc.
O aparecimento de um quadro depressivo pode ser desencadeado pela perda de um objeto (uma pessoa ou uma abstração) que, por seu valor simbólico, leva a uma diminuição da auto-estima. Essa perda produz frustração que provoca hostilidade que, em lugar de dirigir-se ao objeto frustrador, se torna contra o próprio paciente, como conseqüência da identificação que se formou entre o objeto e a pessoa. Este nojo contra si mesmo se apresenta na forma de sentimentos de culpa.

Quadro Clínico:
Do ponto de vista clínico podemos dividir os transtornos depressivos em:

1 – Primárias
O quadro depressivo não depende de outra doença, seja mental ou física. Este se divide por sua vez em:
a. Depressões endógenas:
A tristeza profunda constitui o sintoma principal. Surgem sentimentos de fracasso e pessimismo, com diminuição da auto-estima. A agressividade voltada a si mesmo leva ao aparecimento de penosos sentimentos de auto-repreensão e de culpa. O doente vê diminuído seu interesse por aquelas coisas que, até aquele momento, constituíam seu mundo, podendo levar a um estado de absoluta indiferença e desinteresse por tudo. A pessoa tende ao isolamento, recusa o contato com familiares e amigos, se torna calado e isolado. Entre os distintos sintomas físicos podem aparecer: diminuição do apetite e de peso, transtornos do sono, cansaço, cefaléias, secura bocal, constipação, palpitações, enjôos e alterações do ciclo menstrual. Dificuldade para dormir, sonho interrompido e, sobretudo, o despertar precoce na madrugada com impossibilidade de voltar a dormir, são as alterações mais freqüentes.

b. Depressão psíquica:
Sob esta denominação se inclui um grupo de transtornos com características particulares. Se apresentam como um estado de ânimo deprimido quase contínuo, durante períodos prolongados, sendo mais comum no sexo feminino. Diferente da endógena, o início de cada episódio é lento e freqüentemente impreciso, manifestando-se pelos seguintes sintomas: insânia, pensamentos pessimistas e auto-denegridores, perda progressiva da energia ao longo do dia, com cansaço e tendência a permanecer deitado, diminuição da auto-estima, mas sem um marcado sentimento de culpa. Às vezes, o quadro depressivo aparece como reação a um fator estressante, surgindo pouco tempo depois de iniciado o agente causador.

2 - Depressões secundárias
Surgem como uma manifestação de outro transtorno ou doença, entre as quais podemos destacar: hipotiroidismo, déficit vitamínico, diabete, doença de Parkinson, AIDS, enfarte de miocárdio, abuso de substâncias (álcool, soníferos, tranqüilizantes), câncer, etc. Manifesta-se com a tristeza acompanhada de cansaço, diminuição da atividade por falta de forças, tendência ao choro, a angustia e ao desespero, insônia e falta de apetite.

Tratamento:
O tratamento das depressões, qualquer que seja o agente desencadeante, deve ser baseado numa conduta terapêutica integral que combine três aspectos:
- Biológico: compreende a utilização de medicamentos, como os antidepressivos tricíclicos, inibidores da MAO, ou os chamados de "nova geração" (fluoxamina, trazadona, etc.). A melhoria tende a ser evidente no curso da quarta ou quinta semana.
- Psicológico: a redução dos sintomas, a compreensão e resolução dos conflitos psíquicos, assim como a modificação da conduta, são alguns dos possíveis benefícios que o tratamento psicoterápico pode oferecer.
- Social:
o apoio familiar e comunitário são muito importantes no benefício máximo que se pode obter com o tratamento.


Diabetes

A Diabetes Mellitus é uma doença muito comum no mundo inteiro. Às vezes produz sintomas desde seu início, outras vezes não apresenta nenhum, passando totalmente despercebida. Por isso, um grande número de pessoas portadoras de diabete não o sabem, e somente ficarão sabendo quando surgir alguma complicação, como, por exemplo, um enfarte de miocárdio. O diagnóstico precoce da diabete permite estabelecer o tratamento adequado e evitar possíveis complicações.
A diabete é uma doença que impede o aproveitamento correto dos alimentos ingeridos, especialmente dos açúcares, devido a uma carência total ou parcial de um hormônio chamado insulina. Uma pessoa normal ingere, com a sua alimentação, açúcares, proteínas e gorduras. O alimento é digerido no estômago e absorvido no intestino delgado. Depois, chega ao fígado, onde uma parte se transforma em glicose, que entra na corrente sangüínea e faz com que o pâncreas produza insulina. A insulina permite que a glicose entre nas células e produza calor e energia. De certo modo, a insulina abre a porta da célula para que a glicose possa entrar. Quando uma pessoa diabética se alimenta, o pâncreas não produz a insulina necessária para que esta glicose entre nas células, provocando uma acumulação ou aumento de açúcar no sangue (glicemia elevada). Então o organismo consome gorduras e proteínas para obter energia.

Existem dos tipos de diabete conhecidos:
a) Diabete Tipo 1 (Insulinodependente)

A diabete tipo 1 ou "insulinodependente" é aquela que requer a administração diária de insulina para seu controle adequado. Esta forma clínica de diabete se apresenta com maior freqüência em crianças e adultos jovens, e se produz porque as células do pâncreas (células insulinoprodutoras), que normalmente fabricam a insulina, não fazem seu trabalho ou produzem quantidades insuficientes do hormônio. Em pessoas com predisposição para desenvolver este tipo de diabete, infecções virais ou o próprio sistema imunológico do organismo (sistema de defesa contra a infecção) podem atacar as células insulinoprodutoras do pâncreas e alterar a secreção da insulina.
Geralmente, os sintomas aparecem de forma inesperada. Os mais comuns são: cansaço ou debilidade, apetite exagerado (polifagia), sede intensa (polidipsia), micção freqüente (poliúria), visão distorcida ou mudanças na visão. Todos esses sintomas são secundários ao aumento de glicose no sangue (hiperglicemia).
A perda súbita de peso indica níveis baixos de insulina, e sua presença junto aos outros sintomas deve alertar sobre a necessidade de iniciar o tratamento. O tratamento consiste na associação de um plano de alimentação adequado, exercício físico e aplicação de insulina, cuja dose e freqüência de injeções serão determinadas pelo médico em cada caso particular.

b) Diabete tipo 2 (não insulinodependente)
A diabete tipo 2 ou "não insulinodependente" afeta habitualmente adultos obesos com mais de 40 anos. Esta é a forma clínica mais comum (90% do total de diabéticos).
No tipo 2, as células insulinoprodutoras do pâncreas produzem insulina, mas o organismo não pode utilizá-la adequadamente. Há insulina, mas as células parecem não reconhecê-la, e a glicose não pode entrar nos tecidos. Esta incapacidade de usar o hormônio de maneira eficaz se chama "insulino-resistência". Nestes casos, o pâncreas é obrigado a fabricar cada vez mais insulina, sem alcançar o efeito normal, o que aumenta o nível de açúcar no sangue (hiperglicemia).
A diabete não insulinodependente é uma doença hereditária. Herda-se a predisposição para desenvolvê-la, e diversos fatores a desencadeiam, tais como:
- infecções
- intervenções cirúrgicas
- gravidez
- menopausa
- emoções

A obesidade deve ser destacada como um fator que precipita a diabete, por produzir insulino-resistência. Uma pessoa que tenha parentes diabéticos possui predisposição, portanto deve evitar o excesso de peso.
O início da doença é lento, apresenta os mesmos sintomas que a diabete tipo 1, mas geralmente mais leves. Isto explica por que, tanto para o paciente quanto para o médico, o diagnóstico é mais difícil.
A maioria dos diabéticos não insulinodependentes podem alcançar um bom controle metabólico com um plano de alimentação (alcançando o peso ideal) e exercícios físicos. Em alguns casos é necessário agregar ao tratamento medicamentos orais (hipoglicemiantes orais). A aplicação de insulina se reserva para situações especiais, como perda de peso, gravidez, intervenções cirúrgicas, infecções ou outras doenças que possam interferir no controle da glicemia.

Diabete Gestacional:
É a diabete que se desenvolve durante a gravidez e desaparece com o parto. Seu diagnóstico e tratamento são importantes para se ter uma gravidez normal.
Deve-se considerar que 50% das mulheres que apresentam diabete gestacional terão diabete no futuro.
As complicações crÿnicas da Diabetes Mellitus não são exclusivas de nenhum tipo da doença em especial.
A alteração em órgãos como os olhos, rins, pés etc. depende do controle habitual da glicemia e não do tipo de diabete.
O objetivo do tratamento é alcançar um bom controle metabólico, isto é, a utilização adequada da glicose. Desta forma evita-se grande parte das complicações que em longo prazo podem alterar a qualidade de vida, tanto do diabético insulinodependente como do não insulinodependente.
Porque o autocontrole do sangue?
Porque se você tem diabete, a única forma de manter sua glicose dentro dos níveis normais é fazendo suas próprias análises. Assim, de acordo com os resultados, você poderá adotar ações imediatas baseadas nas recomendações de seu médico.

Quais são as vantagens do autocontrole da glicose no sangue?
- É mais preciso do que o teste de urina.
- O nível exato de glicose pode ser determinado a qualquer momento.
- Níveis altos ou baixos de glicose podem ser identificados rapidamente.
- Um teste de glicose no sangue não depende de que o rim elimine na urina o excesso de glicose existente no sangue.
- Os testes de glicose no sangue lhe ensinarão mais sobre a diabete e como controlá-la.
- Se você mantiver os níveis de glicose no sangue dentro dos níveis normais, pode evitar problemas sérios nos olhos, nos rins, nos pés e nas pernas.
- Um teste de glicose no sangue não necessita tanta privacidade quanto um teste de urina.

O que acontece com o teste de urina?
O objetivo do tratamento e do programa de controle é manter a glicose dentro dos níveis normais ou perto deles. Antes, os diabéticos somente podiam controlar sua glicose com testes de urina, mas esse teste não indica o nível exato de glicose no sangue. Agora, pode-se fazer uma medição direta da glicose no sangue em casa, em vez de no hospital ou no laboratório. Porém, seu médico ainda pode precisar que se realize algum teste de urina, sobretudo para controlar as cetonas, quando a glicemia é superior a 200mg.

O que preciso fazer para começar com o programa de autocontrole?
Precisa assumir um compromisso pessoal, porque você estará fazendo algo todos os dias para cuidar da sua saúde. Fale com o seu médico e diga-lhe que quer saber tudo sobre a diabete e o autocontrole do sangue. Somente você e seu médico podem determinar quantas vezes por dia vai precisar realizar o autocontrole do sangue. Você vai precisar fazer o controle em diversos momentos do dia, uma vez que seu objetivo é manter o nível de glicose dentro nos valores normais durante 24 horas. Terá que levar um registro de todos os resultados a cada consulta médica. Ele poderá revisar as informações e, com base nelas, ajustar o tratamento e o programa de autocontrole.

Como medir o conteúdo de açúcar no sangue?
O primeiro passo para determinar o conteúdo de açúcar no seu sangue é obter uma gota de sangue. A maioria das pessoas faz isso picando um dedo com um dispositivo de lanceta. Há dois métodos diferentes que você pode usar para medir a quantidade de açúcar que há numa gota de sangue. Estes métodos são:
a) A prova visual
b) A prova com medidor
Estes métodos são descritos a seguir. Há muitas coisas a serem consideradas ao selecionar o método ou o instrumento mais adequado para você. Seu médico pode ajudá-lo, já que conhece seu caso e os muitos sistemas de prova que existem.

a) Prova Visual.
A prova visual se realiza com pequenas fitas plásticas. Estas fitas têm uma pequena bolha em uma das extremidades. As substâncias químicas na bolha mudam de cor ao entrar em contato com o açúcar. Os resultados nas fitas de prova visual são precisas se você pode notar pequenas diferenças entre vários tons de cor. Para fazer a prova do sangue com uma fita visual, aplique uma gota de sangue na bolha da fita e siga as instruções da caixa. Espere o tempo indicado nas instruções. Se o tempo indicado não for observado, o resultado da prova será incorreto. Em seguida, compare as cores da bolha com as cores na caixa de fitas. A tabela de cores indicará os limites do nível de açúcar no sangue nesse momento. Por exemplo, a tabela pode indicar que o nível de açúcar no sangue está entre 80 e 120mg/dl ou entre 180 e 240mg/dl.

b) Provas com o medidor.
As provas com o medidor proporcionam uma maneira mais exata de determinar o nível de açúcar no sangue. Os medidores usam fitas muito parecidas às utilizadas nas provas visuais, mas a mudança de cor da fita de prova pode ser observada com maior exatidão. Cada um tem seu próprio método de uso. O método correto de cada medidor deve ser usado para que qualquer medidor dê resultados precisos do nível de açúcar no sangue. Por exemplo, cada máquina usa apenas um tipo de fita ou de cartucho. Alguns medidores requerem que você controle o tempo de duração da prova e que limpe ou seque a fita, enquanto outros não. E existem outras diferenças. As respostas às seguintes perguntas podem ajudá-lo a selecionar um medidor que satisfaça suas necessidades.
É fácil de usar? Peça a alguém para lhe mostrar como funciona. Prove-o você mesmo se for possível. Os botões são fáceis de usar? Você entende as etapas? As reposições são facilmente obtidas? O tamanho do medidor é adequado para você? Pode ver os números na tela com facilidade? O medidor tem "memória" para se manter atualizado nas leituras do açúcar no sangue? O medidor tem sinal sonoro que indique as etapas a seguir?

Como manter o registro.
Você terá mais vantagens das provas de sangue se mantiver um bom registro dos resultados. Estes registros ajudarão você e seu médico a descobrir problemas no plano de cuidados de sua diabete. Seus planos de alimentação, atividade e medicamentos podem ser adaptados, caso seja necessário, para corrigir problemas com o controle do açúcar no sangue. Use o diário de autocontrole da diabete ou qualquer caderno pequeno para registrar os níveis de açúcar no sangue. Não se esqueça de levá-lo a todas as consultas que tiver com o seu médico. Os resultados têm maior utilidade quando se registra:
- A data
- A hora de cada prova
- O resultado de cada prova
- A hora em que você se injetou com a insulina ou tomou a pastilha para a diabete
- Os tipos e as doses de insulina ou as pastilhas para a diabete - Os resultados das provas cetonas
- Qualquer coisa especial ou diferente que possa ter afetado o açúcar do sangue (atividade física adicional, não ter almoçado etc.)

Horários para as provas de açúcar no sangue.
Com quanta freqüência deve-se verificar o açúcar no sangue? A resposta a esta pergunta depende de suas próprias necessidades. Muitas pessoas necessitam verificar o açúcar do sangue de 4 a 6 vezes por dia. Isso é recomendado para os que se aplicam duas ou mais injeções de insulina por dia, os que utilizam bombas de insulina, as diabéticas grávidas, qualquer diabético que sofra de outra doença e as pessoas que tenham problemas com níveis inesperados ou baixas pronunciadas de açúcar no sangue. Pode ser que outras necessitem verificar seu nível de açúcar no sangue com menos freqüência. Seu médico pode ajudá-lo a organizar um horário de provas que se adapte à sua diabete e a seu estilo de vida.
O açúcar do sangue se mede usualmente antes do café da manhã, antes do almoço, antes do jantar e antes de dormir. Esta última prova se faz antes de comer algo, se for o caso. Para ver se existe uma boa correspondência entre sua dieta e sua medicação, faça uma prova ocasional do sangue duas horas depois de comer. Meça o açúcar mais vezes do que o usual, pelo menos quatro vezes por dia, quando estiver doente ou sujeito a uma tensão fora do comum, ou quando sua rotina diária mudar. Fale com seu médico sobre a freqüência com que planeja fazer a prova de seu nível de açúcar no sangue. Converse sobre que tipo de horário é prático para você.

Dez conselhos úteis:
1. Conheça os níveis de glicose do seu sangue. Verifique-os com regularidade.
2. Descubra qual o seu peso ideal e mantenha-o.
3. Siga uma dieta com pouco açúcar.
4. Aplique sua insulina ou tome seus medicamentos, na forma que o seu médico aconselhou.
5. Não se esqueça de visitar seu médico periodicamente (a cada dois a quatro meses).
6. Siga os conselhos de seu médico sobre dieta, exercícios, medicamentos e controle.
7. Leve sempre com você o cartão que o identifica como diabético; ele será muito útil em caso de queda brusca do nível de açúcar no seu sangue.
8. Se usa insulina, tenha sempre à mão uma dose, açúcar, fruta ou glicose para o caso de hipoglicemia.
9. Não se esqueça de seus controles. Isso melhorará sua qualidade de vida.
10. 6% da população é diabética, e metade não sabe disso. Ajude a detectá-los.


Ejaculação Precoce

Até poucos anos atrás, a ejaculação precoce não estava incluída na lista das chamadas disfunções sexuais, o que só veio a ocorrer nos anos 70. Até então, muitos homens não se preocupavam com seu controle ejaculatório, e sua parceira não pensava em mencionar tal preocupação. A sexualidade era vista basicamente como tendo fins reprodutivos e, para muitas mulheres, como algo que tinham que suportar. Por isso, quanto mais rápida fosse a ejaculação, menor seria o compromisso do casal, e de cada um de seus integrantes, com a sexualidade como forma de comunicação e expressão do amor.
À medida que esses conceitos foram mudando, a sexualidade passou a ser considerada um instrumento de prazer para o casal, e as mulheres começaram a reivindicar seu direito de desfrutar do sexo. Como conseqüência, a partir de meados dos anos 60, a ejaculação precoce começou a ser vista como um verdadeiro impedimento ao prazer sexual.
Este transtorno tem causado graves problemas, tanto para a mulher, que se vê impossibilitada de chegar a seu grau máximo de prazer, quanto para o homem, frustrado diante de sua incapacidade de controle. Infelizmente, são muitos os casais que rompem a relação por este motivo.

Definição
Desde o princípio tentou-se definir a ejaculação precoce pela perspectiva do tempo ("chegar demasiado rápido"), mas jamais se chegou a um acordo sobre qual seria o tempo "mínimo" que deve transcorrer desde a penetração até a ejaculação, sem esquecer que este tempo é influenciado por muitas variáveis.
Alguns autores incluíram o casal na definição, afirmando que um homem poderia ser considerado ejaculador precoce quando "não satisfazia a sua parceira em pelo menos 50% das relações". Mas esta definição não leva em consideração que, se uma mulher chega ao orgasmo imediatamente após ser penetrada, o homem nunca poderá ser considerado ejaculador precoce. Por outro lado, um homem cuja companheira tenha uma resposta sexual muito lenta será classificado como tendo uma disfunção, mesmo sendo capaz de ter coitos prolongados.
Atualmente, a definição considerada válida se ajusta melhor às variáveis do problema. A Associação Americana de Psiquiatria considera que um homem é ejaculador precoce quando "apresenta de forma persistente ejaculação em resposta à estimulação sexual mínima, ou antes, durante ou imediatamente após a penetração e antes que a pessoa a deseje".

Causas
Entre as causas mais importantes podemos destacar a existência de outras disfunções, como a impotência, que pode causar um quadro de preocupação excessiva em controlar a ejaculação. Também pode ocorrer uma perda do desejo sexual quando o problema ejaculatório converte a relação em uma prova a ser superada. Outra dificuldade freqüente é a diminuição da sensação orgástica como conseqüência de excessos no autocontrole.
O uso de terapias caseiras para tentar solucionar o problema - como distrair-se ou pensar em outra coisa durante o ato sexual - pode piorar o quadro, uma vez que nenhum destes métodos serve para controlar o reflexo ejaculatório.
Quando o problema se apresenta depois de um período prévio de bom funcionamento sexual, a condição é denominada ejaculação precoce secundária. Neste caso, as causas podem ser problemas urológicos - como prostatite ou uretrite - transtornos prévios na ereção ou acontecimentos importantes na vida sexual, como mudança de parceira após uma separação, ou um período de estresse importante. Estas e outras situações, dependendo do histórico pessoal, podem dar origem a um transtorno temporário com perda do controle ejaculatório.

Tratamento
De maneira geral, para um homem com dificuldades em controlar a ejaculação, não é fácil se dar conta do problema, já que o coito pressupõe um estímulo muito excitante e o abandono dessas sensações desencadeia nele uma ejaculação precoce. Por isso, foi desenvolvida uma série de exercícios que ensinam como controlar a ejaculação, incluindo vários passos nos quais não se realiza o coito. Os exercícios são os seguintes: tudo deve ser iniciado de forma habitual para o casal - estimulação do homem até o momento em que a ejaculação é quase inevitável, enquanto ele concentra sua atenção nas sensações. Neste momento interrompe-se a estimulação, e faz-se uma pausa até que a urgência ejaculatória desapareça. Então, a estimulação é reiniciada. Esta seqüência deve ser repetida três vezes, e na quarta, permite-se que o homem ejacule.
A estimulação consiste no estímulo manual feito pela mulher, no princípio, e depois com o uso de lubrificantes. Quando se atingir um controle adequado com este exercício, pode-se tentar o próximo, que inclui o coito, mas com a mulher por cima, sem fazer movimento algum até que o homem esteja seguro de que possa se controlar. O início inclui movimentos lentos, que podem ser acelerados até que o homem manifeste desejo de ejacular; neste momento a mulher se afasta. Depois deste exercício, já se pode tentar o coito lateral e, posteriormente, na posição com o homem por cima, que é a última por exigir um maior controle ejaculatório.
É importante que o homem sinta liberdade para não continuar se, num determinado momento achar que irá perder o controle.
Outro tipo de terapia inclui a utilização de medicamentos, como alguns antidepressivos que têm como efeito secundário retardar a ejaculação. Tal efeito secundário poderia ser utilizado para melhorar o problema, com a ingestão do antidepressivo poucas horas antes da relação.


Glaucoma

O termo glaucoma abrange numerosas enfermidades oculares de diferentes causas, mas que têm como motivo comum o aumento da pressão intra-ocular. Se a hipertensão ocular persistir durante muito tempo pode provocar danos irreversíveis em todas as estruturas oculares, e muitas vezes levar à cegueira.
Esta pressão, no homem saudável, varia entre 10 e 20mm de mercúrio (mmHg) com uma média de 15mmHg. Uma pressão acima de 23mmHg verificada repetidamente significa glaucoma. O aumento da pressão ocorre por falta de evacuação do humor aquoso, um líquido claro semelhante à água que permite que o olho mantenha a forma e as dimensões constantes e, além disso, nutre as diversas estruturas, como a córnea, o cristalino e a retina.

Sintomas
É uma doença traiçoeira, podendo transcorrer dez anos ou mais desde seu início sem que o doente tenha notado qualquer alteração. Geralmente é detectada de maneira casual entre pessoas de 45 a 50 anos, quando consultam um médico por qualquer outro motivo.
Caracteriza-se pelo aparecimento de dores muito intensas no olho, que se deslocam até a testa e a cabeça, podendo aparentar, às vezes, uma dor de molares. Nas formas mais graves, a dor pode afetar até o abdome, produzindo náuseas e vômitos. Ao observar uma fonte de luz, podem aparecer círculos ou anéis luminosos ou a sensação de moscas voando. Também pode ocorrer perda da visão lateral, que finalmente pode levar à cegueira.

Tratamento O tratamento com medicamentos é indicado enquanto for possível manter a pressão intra-ocular dentro dos níveis normais. Os medicamentos usados se dividem em dois grupos: os que melhoram a circulação do humor aquoso, como a pilocarpina; e os que reduzem a formação do humor aquoso, como os inibidores da anidrase carbônica.
Quando os medicamentos já não são mais eficazes ou não são tolerados, deve-se recorrer à cirurgia.

Hepatite viral

A hepatite viral é uma das doenças mais prejudiciais em todo o mundo, seja pelo número significativo de doentes e sua grande mortalidade, e pelo enorme volume de recursos médicos e econômicos necessários ao seu tratamento.
A hepatite é conhecida há mais de 200 anos, mas somente nas últimas décadas, a identificação de seus sintomas específicos tem facilitado diagnósticos precisos.
A doença se caracteriza por um processo inflamatório no fígado, que pode ser produzido por agentes virais que tenham uma afinidade especial por este órgão, como os vírus A, B, C, D e E, e outros como o Citomegalovirus, Espeten-Barr, Coxackie etc. Estes últimos se apresentam com freqüência muito menor. A hepatite pode ainda ser causada por bactérias, drogas, toxinas e álcool. A doença causada pelos diferentes tipos de vírus é clinicamente semelhante, mas o modo de transmissão e evolução é diferente para cada vírus. Os danos às células do fígado parecem ser determinados pelo tipo de resposta gerada pelo hóspede.

Quadro clínico
Independentemente da causa, as seguintes formas clínicas poder ser distinguidas:
Hepatite ictérica aguda ou comum
Este tipo de hepatite começa com manifestações gastrintestinais inespecíficas, como náuseas, vômitos, falta de apetite, dor abdominal e febre, embora não sejam constantes. Posteriormente, estes sintomas se acentuam, agregando-se dores musculares e de cabeça, e faringite naqueles que têm hepatite A. A urina se torna escura e as fezes perdem sua cor normal, tornando-se esmaecidas. Entre duas e três semanas após o começo do quadro, a pele, os olhos e a boca adquirem uma coloração amarelada (a icterícia), os sintomas inespecíficos se atenuam ou desaparecem. Algumas crianças sofrem de uma intensa coceira e, como conseqüência, lesões. O começo súbito dos sintomas indica hepatite A, enquanto um começo lento e insidioso indica hepatite B. Em geral, a evolução da doença não dura mais do que 4 ou 6 semanas; são poucos os casos que se prolongam até três meses.
Hepatite anictérica
Esta forma clínica parece ser a forma mais freqüente de todas as hepatites virais. Sua freqüência exata é difícil de estabelecer porque não se apresenta acompanhada dos sintomas mencionados acima, e somente com um controle bioquímico é que se pode identificá-la. Geralmente não se observam sintomas.

Hepatite colestática
É a forma menos freqüente, tanto nas crianças quanto nos adultos. Caracteriza-se por uma intensa coloração amarelada da pele, da boca e dos olhos, febre e coceira intensa. Seu curso geralmente é prolongado, de 2 a 6 meses, mas não deixa seqüelas.

Hepatite prolongada
Quando as manifestações clínicas permanecem por períodos de tempo que superam os três meses, às vezes até um ano.

Hepatite fulminante ou subfulminante
A hepatite fulminante se apresenta duas semanas depois do começo da icterícia, enquanto a subfulminante começa entre duas semanas e três meses. Os sintomas são: incremento da icterícia, alterações do sistema nervoso, da coagulação e diminuição do tamanho do fígado. Em adultos, os vírus responsáveis, em ordem de freqüência, são: B, D, A, E e C. Na idade pediátrica o Vírus A é o responsável por 55% dos casos.

Distribuição
Hepatite A

Existe uma variação considerável na prevalência da infecção pelo vírus da Hepatite A em diferentes partes do mundo. Em áreas com condições sanitárias precárias e baixos níveis socioeconômicos é mais elevada, devido à forma de transmissão fecal-oral (contaminação dos alimentos pelas fezes de uma pessoa infectada). Sua incidência é independente do sexo e da raça. O período de incubação varia entre 15 e 40 dias. Devido à forma de transmissão, é comum a ocorrência de casos por contato familiar, nas escolas, instituições de menores etc. Também ocorre quando a água potável ou os alimentos são contaminados, especialmente os mariscos. Outra possibilidade de contágio é no caso de ausência de uma higiene adequada, ou manipulação por pessoas infectadas ou em fase de incubação.

Hepatite B
A Hepatite B é considerada um grande problema de saúde pública mundial por causa de sua distribuição global, pelo grande número de portadores do vírus e por sua relação com o câncer do fígado. É a responsável por doenças hepáticas de longa evolução. O período de incubação é de aproximadamente 45 a 160 dias, com uma média de 120 dias. Os dados em relação à infecção pelo vírus da Hepatite B são:
No mundo:
Mais de 300 milhões de portadores crônicos. Mais de 100 milhões de pessoas infectadas anualmente. Mais de 2 milhões de casos fatais por ano.
A via predominante de transmissão é por contato sexual ou por produtos sangüíneos (transfusões, viciados em drogas que usam a via intravenosa). O vírus está presente no sangue e seus derivados e em todos os fluidos corporais (saliva, urina, líquido seminal, secreções vaginais, lágrimas, suor, leite), com a exceção das fezes.
Hepatite C
O vírus da Hepatite C tem uma distribuição universal e calcula-se que existam 100 milhões de portadores. A via principal de transmissão é através de produtos hemoderivados, ocorrendo o Vírus C em 80%-90% das hepatites por transfusões sangüíneas. A Hepatite C é uma complicação freqüente nos pacientes que tenham alterações de coagulação, com elevada incidência em hemofílicos.
Hepatite D
As vias de transmissão são as mesmas do Vírus B. Se as condições higiênicas são ruins, aumenta a sua difusão através dos fluidos corporais contaminados. Quando afeta as crianças, é acompanhada de uma alta taxa de mortalidade, entre 10% e 20%.

Hepatite E
Encontra-se em áreas tropicais e subtropicais com condições socioeconômicas deficientes. Sua transmissão sempre ocorre pela contaminação da água com fezes que contém o Vírus E. Afeta, na maioria, jovens-adultos (15-40 anos), sendo baixa a ocorrência em crianças.
Tratamento
O tratamento se baseia no emprego de medidas simples de alívio dos sintomas e, em casos graves, na aplicação de tratamento específico.
A necessidade de internação é rara na hepatite viral de curso normal, não complicada, mas pode ser indicada quando as medidas higiênico-dietéticas devem ser garantidas. O isolamento é uma medida praticamente inútil, já que o período de contágio ocorre nas fases iniciais do quadro, geralmente antes da doença ter sido diagnosticada. A pessoa doente deve dispor de uma habitação individual e usar pijamas que cubram todo o corpo para prevenir a contaminação fecal dos lençóis. Sua roupa de cama, assim como os pratos e talheres de seu uso, devem ser recolhidos e lavados separadamente.
O repouso estrito não é uma indicação absoluta. O repouso relativo corresponde aos limites impostos por alguns dos sintomas, como o cansaço ou o desânimo total. O retorno à atividade normal é permitido quando os sintomas gerais e os parâmetros bioquímicos se normalizam.
Também não é necessária dieta estrita nas hepatites agudas de evolução normal. A restrição das gorduras é recomendável somente na fase ictérica ou colestática. A suplementação vitamínica não é necessária, apenas a utilização de vitamina K é indicada quando existem alterações na coagulação.

Medidas gerais
Hepatite A:

A principal fonte de infecção são as fezes contaminadas, sendo a transmissão do Vírus A muito comum entre os membros de uma família, por contato direto através da contaminação da água ou dos alimentos. É importante ressaltar a necessidade de lavar as mãos freqüentemente, particularmente depois da defecação. É preciso ter um cuidado especial com objetos de uso pessoal (escova de dente, talheres etc.). A filtração e cloração adequada da água e uma rede sanitária eficiente são imprescindíveis. É importante saber que ferver a água durante um minuto faz com que o vírus se torne inativo.
Hepatite B:
A presença do Vírus B no sangue e em todos os fluidos corporais e sua grande resistência ao calor explicam as possibilidades de contaminação. A redução da freqüência das hepatites por transfusões exige o uso moderado das transfusões sangüíneas, limitando-as aos casos onde sejam estritamente necessárias e restringindo sua quantidade ao mínimo necessário. A aplicação de todas as medidas de biossegurança limita a disseminação do vírus, principalmente em todas as práticas realizadas na atividade assistencial à saúde (utilização de luvas, manuseio cuidadoso de agulhas e outros elementos de contato etc.).

Hepatite C:
Com a introdução nos bancos de sangue da pesquisa do anticorpo Anti-Vírus C a partir de 1990, obteve-se uma redução de 50% a 70% dos casos de hepatite por transfusões. Ademais, devem ser consideradas todas as normas de biossegurança já mencionadas.
Hepatite D:
As medidas de prevenção da infecção pelo Vírus B são aplicáveis para o Vírus D.
Hepatite E:
Semelhante ao Vírus A, é fundamental melhorar as condições higiênico-sanitárias, tendo cuidado especial no tratamento da água (fervê-la, clorá-la etc.).
Vacinas
Atualmente há vacinas contra a Hepatite B obtidas mediante técnicas de engenharia genética e uma vacina contra a Hepatite A obtida de vírus mortos. A vacina da Hepatite A é recomendada para os adultos que vão viajar para zonas endêmicas, mas é previsível que se amplie sua indicação a grupos de risco (pessoal de serviços de saúde, enfermeiras pediatras etc.). Em algumas regiões, a vacina da Hepatite B incorporou-se ao calendário de vacinação obrigatório da infância e, em outras, é administrada de modo universal aos adolescentes. Ademais, a sua administração é recomendada em pessoas susceptíveis com elevado risco de contrair a infecção. Entre elas estão os profissionais de serviços de saúde expostos ao contato com o sangue ou seus derivados (laboratórios, bancos de sangue, dentistas, cirurgiões etc.), pessoas em hemodiálise periódica, hemofílicos, filhos de mães portadoras, cônjuges de doentes com Hepatite B, pessoas de vida sexual promíscua e viciados em drogas.


HIPERTENSÃO
A hipertensão arterial é o aumento desproporcionado dos níveis da pressão em relação, principalmente, à idade. A pressão arterial normal num adulto alcança um valor máximo de 140 mmHg (milímetros de mercúrio) e mínimo de 90 mmHg. Valores maiores indicam hipertensão (pressão alta).
A incidência de pressão alta é observada em relação a:
Idade e Sexo: A pressão alta é mais comum nos homens do que nas mulheres, e em pessoas de idade mais avançada do que nos jovens.
Genética: Pessoas com antecedentes familiares de hipertensão têm maior predisposição a sofrer da mesma.
Estresse.
Excesso de peso (obesidade).

CAUSAS
As causas que provocam a pressão alta são muitas e variadas. Na maioria dos casos, a causa é desconhecida ou não está bem definida. Entre as causas conhecidas estão as doenças dos rins, das glândulas (endócrinas), do sistema nervoso, o abuso de certos medicamentos e a gravidez.
SINTOMAS
Na primeira fase a hipertensão arterial não apresenta sintomas, mas, à medida que os anos vão passando, eles começam a aparecer. Os mais comuns são: dor de cabeça, falta de ar, enjôos, visão turva que pode estar acompanhada de zumbidos, debilidade, sangramento pelo nariz, palpitações e até desmaios.
A importância da pressão alta não está nos sintomas, mas nas graves complicações que podem provocar um enfarte agudo de miocárdio, ou um derrame cerebral, e até a morte de forma instantânea.
TRATAMENTO E PREVENÇÃO
A melhor forma de prevenir a doença é mediante um controle periódico (tirar a pressão), não abusar das comidas com sal, caminhar e evitar o fumo e o café, que aumentam a pressão arterial. Em resumo, tentar modificar o estilo de vida.
Os tratamentos são destinados a manter a pressão arterial dentro dos limites normais, por um lado insistindo nas formas acima descritas de prevenção, e por outro, mediante medicamentos que, por diferentes ações, mantêm a pressão dentro dos limites normais. Os fármacos mais receitados são os diuréticos, os betabloqueadores e os vasodilatadores.


HIPOTIREOIDISMO
O hipotireoidismo é um quadro clínico caracterizado por uma diminuição na produção de hormônios tireoidiano pela tiróide, seja por uma alteração da própria glândula ou por uma diminuição em sua estimulação por outros hormônios produzidos no sistema nervoso central.
É uma doença que se apresenta com relativa freqüência, principalmente nas mulheres. Quando suas manifestações são leves, ela pode aparecer e ficar muito tempo sem ser detectada.
Quando o hipotireoidismo começa na própria glândula tireoidiana é denominado "primário" e aquele que resulta da estimulação insuficiente dessa glândula denomina-se "secundário".
Quadro Clínico
O quadro clínico nos adultos, também chamado mixedema, tende a começar insidiosamente e é muito pouco perceptível. As pessoas com esse problema sentem frio até mesmo em pleno verão; sempre se cobrem mais do normal nesta época do ano. Cansaço e diminuição do apetite são freqüentes. Em geral não ocorrem grandes modificações no peso, mas este pode aumentar devido à retenção de líquidos. A voz se torna rouca e áspera. Observa-se na pele uma inchação característica, sobretudo no rosto, na nuca e na parte externa das mãos e dos pés. Ademais, a pele tende a ficar muito seca, endurecida, escamosa e pálida ou amarelada. O cabelo, as pestanas, as sobrancelhas e os pêlos corporais se tornam secos, grossos, frágeis e tendem a cair. As unhas também se tornam quebradiças e crescem lentamente.
O aumento do tamanho da língua, a palidez e inchação das gengivas, e a constipação são freqüentes.
Os pacientes sofrem perda de memória e apresentam outras manifestações de deterioração mental, com uma mudança gradativa da personalidade. Alguns sofrem de depressão.
O hipotireoidismo no recém-nascido tende a se manifestar através da dificuldade para respirar e icterícia (coloração amarelada da pele e das mucosas por aumento na bilirrubina). Ficam sonolentos, inchados, desinteressados pela alimentação, com um choro rouco e constipação. Caso não seja detectado e tratado corretamente, o hipotireoidismo pode provocar, além das características já descritas, graves alterações no crescimento e no desenvolvimento. As conseqüências mais sérias se produzem no sistema nervoso, com tremores, falta de coordenação motora e alterações mentais que causam retardamento do desenvolvimento mental. Uma vez estabelecido esse quadro denomina-se cretinismo. Quando o hipotireoidismo começa entre os 6 meses e os 2 anos de idade, também podem aparecer alterações mentais, caso não haja diagnóstico e tratamento imediato. Mas se o quadro se iniciar depois dos 2 anos, é mais raro ocorrer um déficit mental permanente.
Tratamento
O tratamento consiste na administração ininterrupta de hormônios tireoidianos. Como na maioria dos casos a diminuição da função da glândula tireoidiana é definitiva, é imprescindível manter o tratamento durante a vida toda.
Embora existam muitos medicamentos para a terapia hormonal, a levotiroxina é o de escolha para o início da mesma.
O tratamento inicial deve ser realizado com precaução nos casos graves de evolução prolongada, em pessoas de idade avançada, hipertensas, com arritmias e/ou insuficiência cardíaca.

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