Elis Regina



Elis Regina Carvalho Costa
Uma das maiores intérpretes da música popular brasileira.
Nasceu em 17/03/1945
Morreu em 19/01/1982, aos 36 anos.
Teve parada cardíaca, motivada pela ingestão de doses de uísque com cocaína.
A mocinha nasceu no hospital da Beneficiência Portuguesa em Porto Alegre e, como diria o elisianista Zeca Kiechalovski, teve uma infância pobre e estrábica. Filha única até os quatro anos, quando nasceu o Guéio - Rogério Costa, único irmão.
Ela estudou por dois anos na escola Dom Diogo de Souza. Suas "bagunças" eram dignas de um convento de carmelitas: quando os professores estavam de aniversário, ela reunia uma turma e fazia serenata na porta da sala, acabando com a aula. Elis começou a cantar no Clube do Guri, programa da Rádio Farroupilha, de Porto Alegre. Assim que Elis completou 18 anos, embarcou, com seu pai, num ônibus para o Rio de Janeiro.
O resto da história todo mundo nascido antes de 70 conhece: já no Rio, Elis assina contrato com a TV Rio, pro programa Noites de Gala. Dali, é levada para o cult Beco das Garrafas, centro da intelectualidade boêmia de então. Conhece Ronaldo Bôscoli, que passa a dirigí-la junto com seu parceiro Miéle. Entra 65 embasbacando os telespectadores brasileiros com sua arrebatadora interpretação de Arrastão, que ganha o Primeiro Festival

Thielemans e começa a amadurecer sua carreira. Em 67, casa com Bôscoli- segundo muitos, realizando o maior equívoco de sua vida. Em 72 se separa do Bôscoli, levando junto o filho João Marcelo, que ficou proibido de ver o pai por quase dez anos. Casa-se no ano seguinte com César Camargo Mariano, o maestro de sua banda e grande homem por trás de sua carreira dali por diante. No ano seguinte, a gravadora lhe oferece de presente o disco que ela quiser. Vai para os EUA e faz o disco da década:
Elis & Tom. Em 75 nasce Pedro Camargo Mariano. Em dezembro, depois de quase seis meses de ensaio, estréia Falso Brilhante, uma das mais ambiciosas montagens do showbizz nacional até então. Fica mais de ano em cartaz ininterruptamente em São Paulo. Em 76, mais de dez anos depois da partida, Elis, com Maria Rita recém-nascida, resolve estrear seus novo espetáculo, Transversal do Tempo, na cidade natal. Em 78 estraçalha no Festival de Jazz de Montreux, na Suíça. Num dos palcos mais exigentes do mundo, faz um show histórico que vira um disco idem.
A Jam-Session com Hermeto Paschoal entra pra história do Festival.

Em 80, Saudades do Brasil, disco e show, é mais um ambicioso projeto de imenso sucesso. No ano seguinte, separa de César num clima de baixaria tão grande que risca seu nome do fotolito do disco XXXXXXX. Em 81, Trem Azul, o último show. Arredia com os amigos, permanentemente irritada, faz um show obcecado pela perfeição. Em dezenove de janeiro do ano seguinte, mito no auge da carreira, Elis Regina Carvalho Costa morre de overdose de Cocaína.
de MPB da TV Record. Em 66 se apresenta por toda a Europa, acompanhada pelo Zimbo Trio, grava por lá com o gaitista Toots